Às vezes eu me sinto meio desencaixada,
Como é um peixe fora d’água
Ou uma centopéia voadora
Às vezes me sinto meio desencaixada,
Meio fora de contexto...
Como é um alienígena em concerto
Desencaixada, desencaixada
Sinto que nada me pertence
Que é tudo tão abrangente
Às vezes me sinto meio desencaixada
Sem ter por que
E muito menos pra que
E por volta e meia gostaria de ter
4 braços e 2 siluetas,
3 dedões e 1 sombra e meia
Gostaria de ter algo
para justificar meu desconforto
Um físico mais que maluco,
Sempre me pareceu consolo
Seria tão evidente que não sou como os outros
Os questionamentos acabariam
As perguntas se quer existiriam
Quem sou eu
- Beatriz Marinaro
- "você não tem direito de usar esse rosto. você não é aquele que pretende ser. vamos botar ordem nisso. vamos destacar de seus ossos a pele desse rosto, que você roubou." Conversas com Kafka, G. Janouch
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Boa sorte
As pessoas mudam. Elas crescem, aprendem, desaprendem, se ferram, se fodem, se esculacham. Elas erram muito, mais muito mais que acertam, e é assim a vida. Uma seqüência de erros que, se tiver sorte, vai dar em um acerto.
E esse único acerto, que você pode batalhar toda a vida para conseguir, vai gerar mais milhões de ações, pensamentos, opiniões e contradições. Vão gerar vidas e acabar com vidas.
Particularmente, espero que suas escolhas, opções, caminhos e planos, gerem mais vidas do que destrua.
E esse único acerto, que você pode batalhar toda a vida para conseguir, vai gerar mais milhões de ações, pensamentos, opiniões e contradições. Vão gerar vidas e acabar com vidas.
Particularmente, espero que suas escolhas, opções, caminhos e planos, gerem mais vidas do que destrua.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Ah a vida...

Volta e meia me vejo em um canto isolado.
Me pergunto a cada segundo,
se me conheço ou se alguém me conhece.
Quem é você afinal?
Mais um lobo solitário?
Mais um louco perturbado?
Solitários somos todos
E quem pensa que não é
Mais ainda há de ser
Talvez seja o louco
Mas um louco solitário.
Penso em fugir pra fora daqui
Ah se existisse saída...
Correríamos contra o fluxo
Acompanhados um do outro
Ah se existisse companhia...
Correríamos na praia
Faríamos juramentos
Amaríamos um ao outro
Ah se eu amasse...
Problemas não existiriam
A paz tomaria conta
Ah se isso fosse verdade...
A vida seria um tédio
Sem bondade ou maldade.
Me pergunto a cada segundo,
se me conheço ou se alguém me conhece.
Quem é você afinal?
Mais um lobo solitário?
Mais um louco perturbado?
Solitários somos todos
E quem pensa que não é
Mais ainda há de ser
Talvez seja o louco
Mas um louco solitário.
Penso em fugir pra fora daqui
Ah se existisse saída...
Correríamos contra o fluxo
Acompanhados um do outro
Ah se existisse companhia...
Correríamos na praia
Faríamos juramentos
Amaríamos um ao outro
Ah se eu amasse...
Problemas não existiriam
A paz tomaria conta
Ah se isso fosse verdade...
A vida seria um tédio
Sem bondade ou maldade.
sábado, 21 de agosto de 2010
Brincadeira sem graça
Olá, como vai?
Eu vou bem, e você?
Ah eu vou
Vou onde me chamarem
e onde não me chamarem
Eu vou também
Vou bem e mal, vou meio termo
Eu vou, e é isso que importa
Tudo nunca estaria por todo bem
Como tudo poderia estar bem?
Tudo é tanta coisa
E tanta coisa ninguém tem
Do fim ao infinito, um meio termo
Que finjo que sinto,
Quando na verdade, só tento
Me sinto horas por todo mal
Mas volta e meia por todo bem
Mesmo que isso não exista
Tento e êxito,
Tento mas não consigo
O sentimento vem quando lhe convém
E o que sinto por hora é tudo
Mas logo depois se torna nada
Um se passando pelo outro, fazendo palhaçadas
Em uma brincadeira não muito engraçada
Me vejo aberta e me vejo fechada
Meio termo, tudo e nada
Em uma mistura muito louca
Me vejo novamente embaralhada
E o acima vira (a)baixo
Eu vou bem, e você?
Ah eu vou
Vou onde me chamarem
e onde não me chamarem
Eu vou também
Vou bem e mal, vou meio termo
Eu vou, e é isso que importa
Tudo nunca estaria por todo bem
Como tudo poderia estar bem?
Tudo é tanta coisa
E tanta coisa ninguém tem
Do fim ao infinito, um meio termo
Que finjo que sinto,
Quando na verdade, só tento
Me sinto horas por todo mal
Mas volta e meia por todo bem
Mesmo que isso não exista
Tento e êxito,
Tento mas não consigo
O sentimento vem quando lhe convém
E o que sinto por hora é tudo
Mas logo depois se torna nada
Um se passando pelo outro, fazendo palhaçadas
Em uma brincadeira não muito engraçada
Me vejo aberta e me vejo fechada
Meio termo, tudo e nada
Em uma mistura muito louca
Me vejo novamente embaralhada
E o acima vira (a)baixo
domingo, 15 de agosto de 2010
Amigos?
Olá, como vai?
Vamos ser amigos?
Sempre fui tão sozinha
Mas talvez precise de companhia
Talvez não seja assim tão independente
Queria ter alguém do meu lado
Alguém de verdade,
Não apenas palavras,
Promessas, elogios
Quero um amigo
Todos dizem
Todos falam,
E talvez, sintam também
Mas não me sinto segura
Ao lado de ninguém
Te peço, por favor
Me faça companhia
Prometo tentar
ser menos egoísta
Vamos ser amigos?
Sempre fui tão sozinha
Mas talvez precise de companhia
Talvez não seja assim tão independente
Queria ter alguém do meu lado
Alguém de verdade,
Não apenas palavras,
Promessas, elogios
Quero um amigo
Todos dizem
Todos falam,
E talvez, sintam também
Mas não me sinto segura
Ao lado de ninguém
Te peço, por favor
Me faça companhia
Prometo tentar
ser menos egoísta
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Mente agitada

Será que estou doente?
Ou também posso ser doente
Posso ser a doença
Posso não conseguir não ser assim
Tão... Doente.
Mas os sintomas não são tão aparentes
Talvez eu tenha uma nova psicose
Um desconforto incontrolável
Uma desmotivação arrasadora
E uma mente agitada
Não quero ser assim
Mas nem cogito ser de outro jeito
Não quero aceitar
Mas não quero ficar maluca
De tanto, tanto pensar
Será que tem salvação?
Algum dia vão descobrir a cura?
Parar uma consciência consciente
De uma menina
A beira da loucura
Sigo em frente
Sem ter pra onde
De cabeça erguida
Peito estofado
Nariz empinado
A estrada não tem fim
Muito menos um começo
Como eu vim parar aqui?
Como eu faço pra sair?
Tem alguém ai?
Ou também posso ser doente
Posso ser a doença
Posso não conseguir não ser assim
Tão... Doente.
Mas os sintomas não são tão aparentes
Talvez eu tenha uma nova psicose
Um desconforto incontrolável
Uma desmotivação arrasadora
E uma mente agitada
Não quero ser assim
Mas nem cogito ser de outro jeito
Não quero aceitar
Mas não quero ficar maluca
De tanto, tanto pensar
Será que tem salvação?
Algum dia vão descobrir a cura?
Parar uma consciência consciente
De uma menina
A beira da loucura
Sigo em frente
Sem ter pra onde
De cabeça erguida
Peito estofado
Nariz empinado
A estrada não tem fim
Muito menos um começo
Como eu vim parar aqui?
Como eu faço pra sair?
Tem alguém ai?
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Verdades expostas
Boa noite senhores
Hoje tenho o prazer de lhes apresentar
Uma pequena descoberta,
Me dei conta apenas está manhã
A memória dos peixes
É de 3 segundos
A dos elefantes
Vá saber quantos anos
As pessoas morrem
E não vão pra lugar nenhum
As pessoas nascem
E também não vão pra lugar nenhum
Todo mundo é inseguro
E por isso, todo mundo mente
Todo mundo que enxerga
Nunca vê a mesma coisa
As pessoas sentem
Mas sentimentos não existem
As pessoas tentam
Mas não compreendem
O sistema controla
Toda a sua liberdade
Consciência não é o dom
É a maldição do homem
Hoje tenho o prazer de lhes apresentar
Uma pequena descoberta,
Me dei conta apenas está manhã
A memória dos peixes
É de 3 segundos
A dos elefantes
Vá saber quantos anos
As pessoas morrem
E não vão pra lugar nenhum
As pessoas nascem
E também não vão pra lugar nenhum
Todo mundo é inseguro
E por isso, todo mundo mente
Todo mundo que enxerga
Nunca vê a mesma coisa
As pessoas sentem
Mas sentimentos não existem
As pessoas tentam
Mas não compreendem
O sistema controla
Toda a sua liberdade
Consciência não é o dom
É a maldição do homem
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Iracionais
Sempre penso que meus conselhos são tão bons, muito coerentes, racionais, e que eu gostaria de receber um destes. E é então que me deparo com as pessoas, principalmente as que eu os dou, elas não me parecem muito satisfeitas, mesmo com meu excelente conselho, que me pareceu tão prestativo. Mas no final das contas, não querem ouvir coisas lógicas, verdades, as pessoas gostam de ser iludidas, e eu ainda não entendi muito bem o sentido desse desejo.
domingo, 1 de agosto de 2010
Tentar compreender é suicídio social
"Então digamos que sou um pobre, sem futuro... E sobretudo penso demasiadamente, não consigo impedir-me de analisar e de tentar compreender como todo esse mercado funciona e caminha, e me deixa imensamente triste ver que não somos livres e que cada pensamento, cada ato livre se faz ao preço de um ferimento que não cicatriza nunca."
Como Me Tornei Estúpido, de Martin Page
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Consciência
Ser consciente
Ser inteligente
Ser, não fingir
Será mesmo bom?
Conseguir ser você
Conseguir entender
Ter consciência será um dom?
Ou será só mais um nome
para a loucura?
Mais uma nomeação
Nessa selva
Onde são bolados pensamentos
Consciente, me dou conta
Não sou eu, o mundo que é louco
Ser inteligente
Ser, não fingir
Será mesmo bom?
Conseguir ser você
Conseguir entender
Ter consciência será um dom?
Ou será só mais um nome
para a loucura?
Mais uma nomeação
Nessa selva
Onde são bolados pensamentos
Consciente, me dou conta
Não sou eu, o mundo que é louco
Laura

Da vida sem você
Seria impossível me lembrar
Estamos nessa há tanto tempo
Que mal posso imaginar
Durante toda a nossa infância
Você sonhava
E eu desiludia
Totalmente realista
Hoje caminhamos juntas
Vivendo em um eterno debate
Nos perguntando a cada dia
Qual será a realidade?
Você me ensinou a pensar
E comigo pensou
Disso que sou grata
Grata por não me deixar só,
louca ou alienada
Seria impossível me lembrar
Estamos nessa há tanto tempo
Que mal posso imaginar
Durante toda a nossa infância
Você sonhava
E eu desiludia
Totalmente realista
Hoje caminhamos juntas
Vivendo em um eterno debate
Nos perguntando a cada dia
Qual será a realidade?
Você me ensinou a pensar
E comigo pensou
Disso que sou grata
Grata por não me deixar só,
louca ou alienada
Te ajudo
Coragem
Cabeça erguida
Pés no chão
A vida continua
Está tudo
nas suas mãos
Me siga
Que te levo comigo
E te mostro o caminho
Não se assuste
Se arrisque
Bicho papão não existe
Cabeça erguida
Pés no chão
A vida continua
Está tudo
nas suas mãos
Me siga
Que te levo comigo
E te mostro o caminho
Não se assuste
Se arrisque
Bicho papão não existe
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Preto no Branco
Tão diferentes
Tão opostos
E me pergunto:
Pode dar certo?
Você
colocando meus pés nos chão
E eu
te ensinando a voar
Me pergunto se pode dar certo
A água com o vinho
O preto com branco
O ateu com religioso
Vamos tentar
Vamos conseguir
Me de uma chance
Pra eu te fazer feliz
Tão opostos
E me pergunto:
Pode dar certo?
Você
colocando meus pés nos chão
E eu
te ensinando a voar
Me pergunto se pode dar certo
A água com o vinho
O preto com branco
O ateu com religioso
Vamos tentar
Vamos conseguir
Me de uma chance
Pra eu te fazer feliz
Amanda
É incrível como me lembroDa nossa primeira grande conversa
Dos segredos mais secretos
Das mais altas gargalhadas
Mais incrível ainda é
Que quando é você quem fala
O que todos os outros já tentaram falar
É só então, que paro de verdade para escutar
Demoramos a nos encontrar
Mas hoje, não sei muito bem como
Somos tão diferentes separadas
Que juntas nos completamos
Seu futuro já lançado
Com minha vida atrapalhada
Parecem terem sido feitos um para o outro
Criando uma emboscada
A sintonia do mundo
Nos fez parar no mesmo lugar
E mesmo que destino não exista
O meu será sempre te amar
Sonhar
Tentativas pré-fracassadas
Quero mudar
Jogar meu egocentrismo no lixo
Parar de odiar
Começar a amar,
Algo, alguém
Ser uma pessoa melhor
Ser gente
E no meio de tantas vozes
Ouvir
Ser ouvida
Quero dar
Não receber
Tentar melhorar
E finalmente ver mudar
Ser parte do mundo
Quero inovar
Conseguir
Invés de só sonhar
Ser sempre eu mesma
Mas não ser igual pra sempre
Jogar meu egocentrismo no lixo
Parar de odiar
Começar a amar,
Algo, alguém
Ser uma pessoa melhor
Ser gente
E no meio de tantas vozes
Ouvir
Ser ouvida
Quero dar
Não receber
Tentar melhorar
E finalmente ver mudar
Ser parte do mundo
Quero inovar
Conseguir
Invés de só sonhar
Ser sempre eu mesma
Mas não ser igual pra sempre
Cilada
Amigos,
Conhecidos,
Desconhecidos.
Você sabe o querem dizer?
Relações humanas
são mesmo complicadas
Me sinto sozinha
Mas quando vejo, estou cercada
Será que sou eu?
Ou mundo é mesmo
uma grande cilada?
Uma sintonia bagunçada
Conhecidos,
Desconhecidos.
Você sabe o querem dizer?
Relações humanas
são mesmo complicadas
Me sinto sozinha
Mas quando vejo, estou cercada
Será que sou eu?
Ou mundo é mesmo
uma grande cilada?
Uma sintonia bagunçada
Querida
Querida,Acho que te subestimei
Nunca pensei que seriamos
o que hoje somos
Que ao seu lado me sentiria segura
Nunca imaginei
Que com você não teria
vergonha de chorar
De contar desabafos
Querida
Me perdoe pela falta de confiança
Mas fui assim até hoje
Até a hora de te encontrar
Ainda não posso garantir
que seremos para sempre
Mas posso garantir
que para sempre vou te amar
Para Mariana Falconi
terça-feira, 27 de julho de 2010
Como se fossemos invisíveis
Incertezas
Te garanto
Que as pessoas sofrem
Que todos temos nossas necessidades
e que todos temos problemas
Que felicidade é questão de opinião
Que amor é questão de opinião
Te garanto
Que daqui a 10 anos você
será diferente de agora
Que nem tudo na vida passa
Que um dia você vai morrer
Que um dia todos vamos morrer
Te garanto
Que as pessoas mudam
Que o tempo não para
Te garanto
Que certezas não existem
Que as pessoas sofrem
Que todos temos nossas necessidades
e que todos temos problemas
Que felicidade é questão de opinião
Que amor é questão de opinião
Te garanto
Que daqui a 10 anos você
será diferente de agora
Que nem tudo na vida passa
Que um dia você vai morrer
Que um dia todos vamos morrer
Te garanto
Que as pessoas mudam
Que o tempo não para
Te garanto
Que certezas não existem
Um anjo?
Gostaria de ter te transformadoem um cavalheiro,
Te mostrado a boa música
Te ensinado a pensar
Ter te feito filosofar
Tenho certeza
Que você seria uma boa pessoa,
muito acima da média
Que você mudaria o mundo,
mesmo que com detalhes
E mesmo com todos
os impedimentos saiba,
Que se aprendi a sorrir,
Se hoje sei que posso continuar,
Foi graças a você
Penso
Penso em pintar as paredes,
em voltar a usar maquiagem
Penso em virar rock star,
em ir dormir quando o sol raiar
Penso em verdades,
segredos e ambições
Penso em revolução,
e em mentiras
E é então que penso
Penso em não pensar
em aceitar o mundo
Parar de sonhar?
Não posso me conformar
que a ignorância hoje seja sagrada
E penso, mesmo que fique maluca
Penso, porque não pensar que seria loucura
em voltar a usar maquiagem
Penso em virar rock star,
em ir dormir quando o sol raiar
Penso em verdades,
segredos e ambições
Penso em revolução,
e em mentiras
E é então que penso
Penso em não pensar
em aceitar o mundo
Parar de sonhar?
Não posso me conformar
que a ignorância hoje seja sagrada
E penso, mesmo que fique maluca
Penso, porque não pensar que seria loucura
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Partida
Da sua risada já esqueci o som
Da sua voz também não me lembro
Muito menos do seu jeito de andar
Mas nunca me esquecerei do seu sorriso
e do modo de pensar
Seu otimismo sempre vibrante
e maneira de se aventurar
Com carinho quero lembrar dos
poucos anos que tive ao seu lado
E com todas as forças tentar acreditar
Que para tudo tem na vida tem razão
Da sua voz também não me lembro
Muito menos do seu jeito de andar
Mas nunca me esquecerei do seu sorriso
e do modo de pensar
Seu otimismo sempre vibrante
e maneira de se aventurar
Com carinho quero lembrar dos
poucos anos que tive ao seu lado
E com todas as forças tentar acreditar
Que para tudo tem na vida tem razão
Imensidão

Será a verdade mesmo verdadeira?
Ou só mais um mito?
Será que existem finais felizes?
Porque vilões são reais
e tragédias também são
Vamos descobrir um sentido para vida?
Você vem comigo?
Vamos descobrir a verdade!
Isso se ela nos der permissão...
Vem comigo, vamos nos arriscar
Vamos ficar loucos juntos
Porque nessa loucura que é pensar
Eu me vejo tão sozinha no mundo
Ou só mais um mito?
Será que existem finais felizes?
Porque vilões são reais
e tragédias também são
Vamos descobrir um sentido para vida?
Você vem comigo?
Vamos descobrir a verdade!
Isso se ela nos der permissão...
Vem comigo, vamos nos arriscar
Vamos ficar loucos juntos
Porque nessa loucura que é pensar
Eu me vejo tão sozinha no mundo
Jogo de luzes
É um tanto dramática
Estressada e orgulhosa
Faz terapia ás quinta-feiras
Andar por São Paulo
é uma espécie de passatempo
Já fez dança de rua
Natação, capoeira e judô
Filhos não estão em seus planos
Muito menos o casamento
Salvar o mundo era sempre o primeiro item de sua lista
Um pouco incompreendida
Acredita na outra vida
Acredita em destino
Sonhos a alimentam
A vida desencoraja
Tudo a diz para desistir
E ela só quer tentar mais
uma última vez
Não existem vítimas
Existem protagonistas
Para ela o imaginário não é tão imaginário
A vida, um jogo de luzes
As pessoas piões animados
Coisas ruins não se esquecem
Se fazem de conta que não aconteceram
Estressada e orgulhosa
Faz terapia ás quinta-feiras
Andar por São Paulo
é uma espécie de passatempo
Já fez dança de rua
Natação, capoeira e judô
Filhos não estão em seus planos
Muito menos o casamento
Salvar o mundo era sempre o primeiro item de sua lista
Um pouco incompreendida
Acredita na outra vida
Acredita em destino
Sonhos a alimentam
A vida desencoraja
Tudo a diz para desistir
E ela só quer tentar mais
uma última vez
Não existem vítimas
Existem protagonistas
Para ela o imaginário não é tão imaginário
A vida, um jogo de luzes
As pessoas piões animados
Coisas ruins não se esquecem
Se fazem de conta que não aconteceram
Há luz no fim do tunel
Depois de um dia horroso com péssimas lembranças, vozes e imagens que não saem mais da sua cabeça, você acorda. Abre os olhos e ve a luz do sol nascedo, marcando o inicio de um novo dia. Acorda e se dá conta que as lembranças agora não passam de lembranças. O dia nasceu, e o ontem não pode mais voltar, passou, passado.
E nesse momento sente aquele alivio de não existir maquina do tempo. Passou pro aquilo tudo e sobreviveu. Agora está mais forte do que nunca, se sente uma nova pessoa, uma pessoa mais decidida e confiante.
Esse é com certeza seu melhor dia, está feliz e bem humorada, radiante. Nada pode extragar seu dia. E é então que enxerga que problemas não são de todo mal. Que o ruim pode se tornar bom, basta acreditar.
Parabéns você conseguiu fazer um dia ruim se tranformace em um dia bom e não multiplica-lo.
Depoimento de Isabela Vazquez
“Não somos o que as pessoas vêem, não somos as roupas que usamos e muito menos o jeito de falar. Não somos o modo de tirar foto, o modo de escrever, a escola que estudamos ou se usamos tal marca.
A Bia pôde me mostrar que atrás daquela menina com cara de ingênua que faz tudo correto e que não sabe o que é a vida, ela se mostrou o oposto. Mostrou que nesse caso, ela merecia ter 30 anos só pela cabeça que tem. Que ela sabe muito bem o que é a dor e o que é a alegria. O que é estar sozinha e o que é ter companhia. O que é mesmo chorar e o que é rir. Ela sabe diferenciar qualidades de manias. Que aquela pessoa talvez só tenha cara que gosta de amarelo e dentro ela ama mesmo o roxo.
A Bia além de ser a pessoa mais incrível e doce que eu já vi, ela tem a paciência que eu não tenho, a calma pra fazer as coisas que eu também não tenho, o amor que mesmo não sendo um dos mais legais com ela, ela faz questão de expor e dar pra todo mundo. A vida pode não ser a mais legal com ela também e ela pode estar no pior dia do mundo, ela sempre vai te dar atenção. A Bia é uma pessoa rara, que não se encontra em qualquer lugar, e que eu tenho certeza que poucos são iguais a ela. Na verdade, não existe ninguém que se compare a Bia, ela tem um brilho especial, e é por isso e por outras que eu faço tudo pelo bem dela, e tudo para vê-la sorrindo.
''É dentro dos pequenos frascos, que estão os melhores perfumes''.
Beijos com amor, Isabela Vazquez"
A Bia pôde me mostrar que atrás daquela menina com cara de ingênua que faz tudo correto e que não sabe o que é a vida, ela se mostrou o oposto. Mostrou que nesse caso, ela merecia ter 30 anos só pela cabeça que tem. Que ela sabe muito bem o que é a dor e o que é a alegria. O que é estar sozinha e o que é ter companhia. O que é mesmo chorar e o que é rir. Ela sabe diferenciar qualidades de manias. Que aquela pessoa talvez só tenha cara que gosta de amarelo e dentro ela ama mesmo o roxo.
A Bia além de ser a pessoa mais incrível e doce que eu já vi, ela tem a paciência que eu não tenho, a calma pra fazer as coisas que eu também não tenho, o amor que mesmo não sendo um dos mais legais com ela, ela faz questão de expor e dar pra todo mundo. A vida pode não ser a mais legal com ela também e ela pode estar no pior dia do mundo, ela sempre vai te dar atenção. A Bia é uma pessoa rara, que não se encontra em qualquer lugar, e que eu tenho certeza que poucos são iguais a ela. Na verdade, não existe ninguém que se compare a Bia, ela tem um brilho especial, e é por isso e por outras que eu faço tudo pelo bem dela, e tudo para vê-la sorrindo.
''É dentro dos pequenos frascos, que estão os melhores perfumes''.
Beijos com amor, Isabela Vazquez"
Pulando e Viajando
Cabo Verde, RJ
http://www.pulandoeviajando.com/
viajar, sonhar, planejar
viver, aprender.
vamos ambliar nossos horizontes hoje?
vamos conhecer? pessoas, lugares...
vamos descobrir? segredos, esconderijos...
planejar, pensar, sentar
morrer, se contentar.
quem sabe outro dia...
Tem que fazer tudo para parecer normal...
“Quanto mais tentar ser sã, mais maluca começa a parecer. Se sorrir muito está delirando, está histérica. E se não sorrir, está deprimida. Se permanecer neutra, está emocionalmente reclusa ou potencialmente catatônica.”
A Troca, de Clint Eastwood
A Troca, de Clint Eastwood
Saindo do mundo imaginário
Aos dez anos descobri uma vida nova. Passei de feto para gente. Cresci, inovei, criei, brinquei, fiz fofoca e me arrumei do jeito que consegui.
Troquei as bonecas, meu último dente de leite e as músicas infantis por filmes de horror. Dancei, sorri e desejei crescer. Crescer mais e mais, até alcançar o céu, até levantar vôo da terra.
Desejei ser alguém, ser ouvida, não ser mais uma criança, e começar a fazer invés de só imaginar. Desejei um novo mundo. Comecei a pensar sobre a vida, sobre tudo, pensar sobre o futuro e o agora e deixar o passado no passado.
Mas no fundo não sabia bem o que desejava. Não sabia que ao meu lado andava a vida, a vida que não era só conto de fadas, que era também falsa e traiçoeira, sempre carregando um toque de surpresa e receio.
Essa vida que até hoje me causa calafrios. Medo do futuro, medo do agora, medo de viver, e principalmente de não viver. Esquecer de tudo aquilo que jurei ser eterno, e levar comigo a vingança, a cobiça, a dor, o arrependimento e a magoa.
Meu segundo tropeço pela vida foi aos nove, um tropeço um pouco maior que o primeiro, que pode ter começado aos nove, mas não acabou por ali. E aos dez passou de uma pedrinha no sapato, para um buraco nas solas dos pés. Os problemas que antes não existiam no meu mundinho particular passaram a existir até demais, e eu só queria ficar cega para não ter que enxergar afundando tudo aquilo que tanto cuidei e plantei com amor e carinho.
Troquei as bonecas, meu último dente de leite e as músicas infantis por filmes de horror. Dancei, sorri e desejei crescer. Crescer mais e mais, até alcançar o céu, até levantar vôo da terra.
Desejei ser alguém, ser ouvida, não ser mais uma criança, e começar a fazer invés de só imaginar. Desejei um novo mundo. Comecei a pensar sobre a vida, sobre tudo, pensar sobre o futuro e o agora e deixar o passado no passado.
Mas no fundo não sabia bem o que desejava. Não sabia que ao meu lado andava a vida, a vida que não era só conto de fadas, que era também falsa e traiçoeira, sempre carregando um toque de surpresa e receio.
Essa vida que até hoje me causa calafrios. Medo do futuro, medo do agora, medo de viver, e principalmente de não viver. Esquecer de tudo aquilo que jurei ser eterno, e levar comigo a vingança, a cobiça, a dor, o arrependimento e a magoa.
Meu segundo tropeço pela vida foi aos nove, um tropeço um pouco maior que o primeiro, que pode ter começado aos nove, mas não acabou por ali. E aos dez passou de uma pedrinha no sapato, para um buraco nas solas dos pés. Os problemas que antes não existiam no meu mundinho particular passaram a existir até demais, e eu só queria ficar cega para não ter que enxergar afundando tudo aquilo que tanto cuidei e plantei com amor e carinho.
peça - primeiro ato
(Entra no palco, pelo lado direito, uma menina, de aproximadamente 13 anos, caminhando com uma mochila e fones de ouvido, movendo a cabeça no ritmo de uma música qualquer e com os olhos fechados.
Por volta de 10 segundos após a menina entrar no palco, já na metade dele, ela abre os olhos, olha para o lado esquerdo e depois para o lado direito, olha para frente novamente, fecha os olhos, morde a boca, mexe a cabeça e os ombros, faz com a mão direita indo para os ombros, peito e cabeça, uma cruz. Abre os olhos, corre, deixa a mochila também no canto esquerdo, e corre de volta para onde estava, mas agora virada para platéia.
Começam a passar pessoas atrás dela, entrando por ambos os lados, seguindo reto e saindo pelo oposto. O fluxo de pessoas aumenta a cada minuto.
A menina fecha os olhos mais uma vez. Mexe seus ombros para trás junto de sua cintura em um ritmo constante. Ela começa a dançar, movendo todo o corpo, inclusive sua cabeça, ela vai de um lado para o outro, e se for preciso, muda sua posição no palco, andando para o lado ou para trás. Os movimentos começam a ficar mais calmos.
Uma música começa a tocar no teatro, enquanto a menina dança, e as pessoas continuam passando. Existe uma mudança de música a cada 30 segundos, mas a primeira a tocar é Time - Pink Floyd, a música começa no minuto 2:26 e acaba no 2:58.)
O "tic-tac" vai marcando cada momento de um dia morto, você gasta à toa e joga no lixo as horas, descontroladamente. Perambulando de um lugar para outro em sua cidadenatal, esperando por alguém ou alguma coisa que te mostre o caminho.
(A menina grita a música em português, enquanto balança a cabeça e dança.
Duas pessoas a observam, enquanto algumas desviam o olhar e depois voltam para o seu caminho.
A música muda.
Entra no palco, pelo lado direito, um menino, de aproximadamente 16 anos, caminhando com uma mochila e fones de ouvido, movendo a cabeça no ritmo de uma música qualquer e com os olhos fechados.
Enquanto isso a menina continua dançando no palco.)
Por volta de 10 segundos após a menina entrar no palco, já na metade dele, ela abre os olhos, olha para o lado esquerdo e depois para o lado direito, olha para frente novamente, fecha os olhos, morde a boca, mexe a cabeça e os ombros, faz com a mão direita indo para os ombros, peito e cabeça, uma cruz. Abre os olhos, corre, deixa a mochila também no canto esquerdo, e corre de volta para onde estava, mas agora virada para platéia.
Começam a passar pessoas atrás dela, entrando por ambos os lados, seguindo reto e saindo pelo oposto. O fluxo de pessoas aumenta a cada minuto.
A menina fecha os olhos mais uma vez. Mexe seus ombros para trás junto de sua cintura em um ritmo constante. Ela começa a dançar, movendo todo o corpo, inclusive sua cabeça, ela vai de um lado para o outro, e se for preciso, muda sua posição no palco, andando para o lado ou para trás. Os movimentos começam a ficar mais calmos.
Uma música começa a tocar no teatro, enquanto a menina dança, e as pessoas continuam passando. Existe uma mudança de música a cada 30 segundos, mas a primeira a tocar é Time - Pink Floyd, a música começa no minuto 2:26 e acaba no 2:58.)
O "tic-tac" vai marcando cada momento de um dia morto, você gasta à toa e joga no lixo as horas, descontroladamente. Perambulando de um lugar para outro em sua cidadenatal, esperando por alguém ou alguma coisa que te mostre o caminho.
(A menina grita a música em português, enquanto balança a cabeça e dança.
Duas pessoas a observam, enquanto algumas desviam o olhar e depois voltam para o seu caminho.
A música muda.
Entra no palco, pelo lado direito, um menino, de aproximadamente 16 anos, caminhando com uma mochila e fones de ouvido, movendo a cabeça no ritmo de uma música qualquer e com os olhos fechados.
Enquanto isso a menina continua dançando no palco.)
Quarenta coisa para saber sobre mim

Tenho medo de altura; amo Peter Pan; não sei mentir; já pintei o cabelo e deu errado; sou de touro; meus pais são separados; nunca sai do país; odeio cavalos; fiz primeira comunhão; é a primeira vez que mudo de escola; não gosto de falar com atendentes; o mundo me encanta, apesar de tudo; quero entrar em uma sociedade secreta; não raciocino rápido; já fugi de casa; acreditava em supertições; assistia Lost; já tive uma festa surpresa; não gosto de muitas pessoas; já fiz filmes pro youtube; amo leite com ovomaltine; já sonhei em abrir um cinema; já levei mordida de ponei; tenho dois dreads; já fui explusa de casa; não sou religiosa; meu gosto musical é bem eclético; sou apaixonada por filmes europeus; quero conhecer a Colômbia; tempos modernos me irritam; me apego e desapego fácilmente; já comi ovo cru; amo sentir medo; meu humor muda constantemente; choro em desenho animado; não me vicio fácil; tenho fome de madrugada; minha memoria é ruim; faço listas e não cumpro; talvez não acredite em nada, mas mesmo assim vivo.
Set me free
Se tamanho não é documento, idade também não deveria ser. Quero dirigir com 13 anos, pilotar avião aos 15 e com 18 pode abortar! Quero um país livre para poder beber e fumar a idade que a minha cabeça mandar, quero ir levando a vida intensamente, até porque nunca sabemos quando ela pode acabar... Quero jogar em Las Vegas na minha viagem de 15 e talvez perder a casa que eu posso e comprei com 12, e em seguida, me casar com 16! Não quero ninguém me dizendo que sou pequena, de menor ou muito grande e não posso entrar, quero beber onde quiser e se resolver fazer sexo na rua, quero ter esse direito!
Quero correr pelada pro ai dos 3 aos 70 e ninguém me dizendo que sou velha demais. Quero vender cds piratas com 11 e ir presa sim, porque tenho idade para isso. Quero poder ter amigos de 80 anos sem acharem estranho, e ter amigos de 5, sem ser julgada por isso ou aquilo. A idade não importa. Quero minha vida agora sem ter que esperar mais dez anos para isso, ou já ter vivido de mais e não poder mais fazer nada. Eu quero poder votar aos 9 e ser presidente aos 14.
Quero viver minha vida agora e não a da minha mãe, do pai ou de quem quer que seja, quero casa própria, emprego fixo, quero mudar o mundo, adotar crianças, casar em Las Vegas com meu papagaio! Quero me drogar, ficar louca, aloprar, quebrar as cadeiras, arrebentar a boca do balão e sempre correndo pelada, porque sempre fizeram questão de me dizer que esse era um País livre, um mundo onde sou livre.
Como minha mãe costuma dizer: só existem duas idades, ou se está vivo ou morto.
Crescer
Sempre pensei que crescer fosse sinônimo de fazer aniversario, completar anos, ficar mais velho, com mais rugas ou espinhas, e que a idade traria experiências, e quanto mais aniversários completasse mais estaria crescendo e assim amadurecendo. Hoje penso diferente, crescer não seria apensas números. Não tenho mais tanta certeza que quando se é adulto se é automaticamente responsável, feliz e completo.
Não importa se você se quer completou o segundo ano ou entrou na faculdade aos dezesseis, a felicidade não é uma coisa que se aprende ou conquista na escola, muito menos a experiência. São coisas assim que a vida te trás e é uma escolha sua aceitá-las com os braços abertos ou ignorá-las.
Quando ainda somos pequenos nossos pais nos ensinam o que é certo ou errado, nos apresentam a vida e valores que devemos seguir. Alguns desses valores nós adotamos e outros, com o tempo, modificamos ou simplesmente jogamos fora. E nesse mesmo tempo nossas relações mudam, e passamos a ver a vida com outros olhos.
Cada novo obstáculo nos faz crescer, como a cada pedrinha que cruza o nosso caminho, pedrinhas que podem ser saltadas, ou desfiadas até uma maior aparecer. A vida não é tão simples quanto parece, e também não é tão complicada como dizem. Saber lidar com essas pedrinhas que aparecem no nosso caminho é sempre a solução. Não existem problemas grandes ou pequenos, todos são problemas, e cada um os vê com a intensidade que quer.
Não importa se você se quer completou o segundo ano ou entrou na faculdade aos dezesseis, a felicidade não é uma coisa que se aprende ou conquista na escola, muito menos a experiência. São coisas assim que a vida te trás e é uma escolha sua aceitá-las com os braços abertos ou ignorá-las.
Quando ainda somos pequenos nossos pais nos ensinam o que é certo ou errado, nos apresentam a vida e valores que devemos seguir. Alguns desses valores nós adotamos e outros, com o tempo, modificamos ou simplesmente jogamos fora. E nesse mesmo tempo nossas relações mudam, e passamos a ver a vida com outros olhos.
Cada novo obstáculo nos faz crescer, como a cada pedrinha que cruza o nosso caminho, pedrinhas que podem ser saltadas, ou desfiadas até uma maior aparecer. A vida não é tão simples quanto parece, e também não é tão complicada como dizem. Saber lidar com essas pedrinhas que aparecem no nosso caminho é sempre a solução. Não existem problemas grandes ou pequenos, todos são problemas, e cada um os vê com a intensidade que quer.
Realidade disfarçada
Existir é necessário, ás vezes
Todos os dias eu acordo em uma cama que não é minha, em um quarto que não me pertence, vivendo uma vida sem ser parte dela. Tudo não é mais que uma enorme confusão. Me olho no espelho e não me vejo, apenas me sinto perdida no meio de tanta gente, mesmo não vendo ninguém ao meu redor. Tenho a sensação que todos são tão diferentes de mim, será que fiquei maluca?
Estou no lugar errado, não devia estar fazendo isso. Vivendo as coisas do jeito que estou, pensando no que penso. Está tudo de ponta cabeça.
É estranho, bizarro, não sei explicar, só sinto. Uma sensação diferente, única talvez, mas muito, muito aflitiva. Quero sempre fugir achando que não estou onde devia, que esses não são meus amigos e essa não é minha família. E só quero fugir para encontrar, achar aquilo que está me faltando, aquilo que me faz ficar tão aflita e inquieta.
Quero fugir e em algum lugar achar a mim mesma, andando pro ai, cruzando uma esquina qualquer, dentro de algum bar ou no final de um beco escuro.
Algo anda errado e preciso fazer alguma coisa a respeito...
Estou no lugar errado, não devia estar fazendo isso. Vivendo as coisas do jeito que estou, pensando no que penso. Está tudo de ponta cabeça.
É estranho, bizarro, não sei explicar, só sinto. Uma sensação diferente, única talvez, mas muito, muito aflitiva. Quero sempre fugir achando que não estou onde devia, que esses não são meus amigos e essa não é minha família. E só quero fugir para encontrar, achar aquilo que está me faltando, aquilo que me faz ficar tão aflita e inquieta.
Quero fugir e em algum lugar achar a mim mesma, andando pro ai, cruzando uma esquina qualquer, dentro de algum bar ou no final de um beco escuro.
Algo anda errado e preciso fazer alguma coisa a respeito...
A festa da morte
Mais uma vagabunda
A cada ano que passava ela ia piorando, ela ia decaindo, sempre prometendo melhorar da próxima vez. Os tempos foram passando e apenas as promessas e dificuldades permaneciam, ela se esquecia, esquecia de tudo e deixava a vida ir levando. As notas foram caindo, as broncas foram aumentando, os professores começaram a reparar, de boa aluna ela se tornou mais uma ‘vagabunda’. As coisas foram acontecendo e ela não percebia, ela errou tanto e acabou desistindo, desistindo das lições, desistindo das aulas, desistindo de um ‘futuro promissor’. Foi sem querer que tudo aconteceu, foi sem intenção, foi uma coisa idiota e sem razão, cada ano, cada mês, a cada dia que passava os problemas aumentavam. E no final das contas ela não conseguia mais pensar na escola, não conseguia mais ver motivos para tirar notas altas, não entendia porque história, matemática ou educação física eram mais importantes que a vida, eram mais importantes do que problemas e coisas reais que estavam acontecendo naquele momento.
Ela não era do tipo que pensava no futuro, e sim do que achava que não viveria tempo o bastante para desenvolver uma ‘careira’, e já que não acreditava muito em nada disso, porque se importaria tanto com o colégio? Na cabeça dela não fazia sentido perder uma hora fazendo uma lição enquanto ela poderia estar andando por ai, ela podia estar com outros amigos, ajudando alguém, observando a cidade, vendo o tempo passar e ninguem notando isso. Era tudo diferente agora, tudo era tão intenso e importante, necessitava de toda a atenção do mundo, a escola? A escola teria que esperar um pouco mais, esperar a poeira baixar, as coisas se acalmarem e os problemas diminuírem, porque naquele momento os estudos eram a coisa mais insignificante que ela poderia pensar.
Na escola, enquanto as notas quase desapareciam e as recuperações eram mais do que já havia tido na sua vida inteira, ela não ligava mais para absolutamente nada, pensava no agora e o amanha ficava pro conta do destino. No fundo até que se sentia mal pro seu péssimo desempenho, bem no fundo ela gostaria de ser a melhor aluna da classe, de tirar notas boas e ser um orgulho para seus pais, mas isso era apenas um desejo estúpido. Afinal, ela já havia tirado notas boas, mas não era a pessoa mais esperta do mundo, ela não conseguia dar conta de tudo, era meio desorganizada e desleixada. Não tinha capacidade o suficiente para ir bem na escola e na vida social e familiar, ela não conseguia se quer dar conta apenas dos seus problemas, ela complicava tudo, não sabia direito o queria, não sabia direito como conseguir.
Enquanto seus amigos faziam lição ela ia para o computador, e quando as pessoas a perguntavam o que ela gostaria de ser, ela respondia psicóloga. Respondia sem a menor intenção de se formar, de cursar a faculdade, ela respondia de um jeito seco e sem emoções, apenas queria aprender sobre a vida, queria compreender os outros, ela queria compreender a si mesma. E se esforçava para isso, se empenhava naquilo que achava importante para conseguir entender tudo aquilo que queria, ela não era burra ou ignorante, podia até parecer, mas sabia bem o que fazia, fazia escolhas, e acima de tudo, ela construía sua vida, sua vida que estava acontecendo naquele momento e não o que poderia acontecer daqui a alguns anos.
Ela não era do tipo que pensava no futuro, e sim do que achava que não viveria tempo o bastante para desenvolver uma ‘careira’, e já que não acreditava muito em nada disso, porque se importaria tanto com o colégio? Na cabeça dela não fazia sentido perder uma hora fazendo uma lição enquanto ela poderia estar andando por ai, ela podia estar com outros amigos, ajudando alguém, observando a cidade, vendo o tempo passar e ninguem notando isso. Era tudo diferente agora, tudo era tão intenso e importante, necessitava de toda a atenção do mundo, a escola? A escola teria que esperar um pouco mais, esperar a poeira baixar, as coisas se acalmarem e os problemas diminuírem, porque naquele momento os estudos eram a coisa mais insignificante que ela poderia pensar.
Na escola, enquanto as notas quase desapareciam e as recuperações eram mais do que já havia tido na sua vida inteira, ela não ligava mais para absolutamente nada, pensava no agora e o amanha ficava pro conta do destino. No fundo até que se sentia mal pro seu péssimo desempenho, bem no fundo ela gostaria de ser a melhor aluna da classe, de tirar notas boas e ser um orgulho para seus pais, mas isso era apenas um desejo estúpido. Afinal, ela já havia tirado notas boas, mas não era a pessoa mais esperta do mundo, ela não conseguia dar conta de tudo, era meio desorganizada e desleixada. Não tinha capacidade o suficiente para ir bem na escola e na vida social e familiar, ela não conseguia se quer dar conta apenas dos seus problemas, ela complicava tudo, não sabia direito o queria, não sabia direito como conseguir.
Enquanto seus amigos faziam lição ela ia para o computador, e quando as pessoas a perguntavam o que ela gostaria de ser, ela respondia psicóloga. Respondia sem a menor intenção de se formar, de cursar a faculdade, ela respondia de um jeito seco e sem emoções, apenas queria aprender sobre a vida, queria compreender os outros, ela queria compreender a si mesma. E se esforçava para isso, se empenhava naquilo que achava importante para conseguir entender tudo aquilo que queria, ela não era burra ou ignorante, podia até parecer, mas sabia bem o que fazia, fazia escolhas, e acima de tudo, ela construía sua vida, sua vida que estava acontecendo naquele momento e não o que poderia acontecer daqui a alguns anos.
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