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"você não tem direito de usar esse rosto. você não é aquele que pretende ser. vamos botar ordem nisso. vamos destacar de seus ossos a pele desse rosto, que você roubou." Conversas com Kafka, G. Janouch

sábado, 21 de agosto de 2010

Brincadeira sem graça

Olá, como vai?
Eu vou bem, e você?
Ah eu vou

Vou onde me chamarem
e onde não me chamarem
Eu vou também

Vou bem e mal, vou meio termo
Eu vou, e é isso que importa
Tudo nunca estaria por todo bem

Como tudo poderia estar bem?
Tudo é tanta coisa
E tanta coisa ninguém tem

Do fim ao infinito, um meio termo
Que finjo que sinto,
Quando na verdade, só tento

Me sinto horas por todo mal
Mas volta e meia por todo bem
Mesmo que isso não exista

Tento e êxito,
Tento mas não consigo
O sentimento vem quando lhe convém

E o que sinto por hora é tudo
Mas logo depois se torna nada
Um se passando pelo outro, fazendo palhaçadas

Em uma brincadeira não muito engraçada
Me vejo aberta e me vejo fechada
Meio termo, tudo e nada

Em uma mistura muito louca
Me vejo novamente embaralhada
E o acima vira (a)baixo

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