As pessoas mudam. Elas crescem, aprendem, desaprendem, se ferram, se fodem, se esculacham. Elas erram muito, mais muito mais que acertam, e é assim a vida. Uma seqüência de erros que, se tiver sorte, vai dar em um acerto.
E esse único acerto, que você pode batalhar toda a vida para conseguir, vai gerar mais milhões de ações, pensamentos, opiniões e contradições. Vão gerar vidas e acabar com vidas.
Particularmente, espero que suas escolhas, opções, caminhos e planos, gerem mais vidas do que destrua.
Quem sou eu
- Beatriz Marinaro
- "você não tem direito de usar esse rosto. você não é aquele que pretende ser. vamos botar ordem nisso. vamos destacar de seus ossos a pele desse rosto, que você roubou." Conversas com Kafka, G. Janouch
terça-feira, 24 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Ah a vida...

Volta e meia me vejo em um canto isolado.
Me pergunto a cada segundo,
se me conheço ou se alguém me conhece.
Quem é você afinal?
Mais um lobo solitário?
Mais um louco perturbado?
Solitários somos todos
E quem pensa que não é
Mais ainda há de ser
Talvez seja o louco
Mas um louco solitário.
Penso em fugir pra fora daqui
Ah se existisse saída...
Correríamos contra o fluxo
Acompanhados um do outro
Ah se existisse companhia...
Correríamos na praia
Faríamos juramentos
Amaríamos um ao outro
Ah se eu amasse...
Problemas não existiriam
A paz tomaria conta
Ah se isso fosse verdade...
A vida seria um tédio
Sem bondade ou maldade.
Me pergunto a cada segundo,
se me conheço ou se alguém me conhece.
Quem é você afinal?
Mais um lobo solitário?
Mais um louco perturbado?
Solitários somos todos
E quem pensa que não é
Mais ainda há de ser
Talvez seja o louco
Mas um louco solitário.
Penso em fugir pra fora daqui
Ah se existisse saída...
Correríamos contra o fluxo
Acompanhados um do outro
Ah se existisse companhia...
Correríamos na praia
Faríamos juramentos
Amaríamos um ao outro
Ah se eu amasse...
Problemas não existiriam
A paz tomaria conta
Ah se isso fosse verdade...
A vida seria um tédio
Sem bondade ou maldade.
sábado, 21 de agosto de 2010
Brincadeira sem graça
Olá, como vai?
Eu vou bem, e você?
Ah eu vou
Vou onde me chamarem
e onde não me chamarem
Eu vou também
Vou bem e mal, vou meio termo
Eu vou, e é isso que importa
Tudo nunca estaria por todo bem
Como tudo poderia estar bem?
Tudo é tanta coisa
E tanta coisa ninguém tem
Do fim ao infinito, um meio termo
Que finjo que sinto,
Quando na verdade, só tento
Me sinto horas por todo mal
Mas volta e meia por todo bem
Mesmo que isso não exista
Tento e êxito,
Tento mas não consigo
O sentimento vem quando lhe convém
E o que sinto por hora é tudo
Mas logo depois se torna nada
Um se passando pelo outro, fazendo palhaçadas
Em uma brincadeira não muito engraçada
Me vejo aberta e me vejo fechada
Meio termo, tudo e nada
Em uma mistura muito louca
Me vejo novamente embaralhada
E o acima vira (a)baixo
Eu vou bem, e você?
Ah eu vou
Vou onde me chamarem
e onde não me chamarem
Eu vou também
Vou bem e mal, vou meio termo
Eu vou, e é isso que importa
Tudo nunca estaria por todo bem
Como tudo poderia estar bem?
Tudo é tanta coisa
E tanta coisa ninguém tem
Do fim ao infinito, um meio termo
Que finjo que sinto,
Quando na verdade, só tento
Me sinto horas por todo mal
Mas volta e meia por todo bem
Mesmo que isso não exista
Tento e êxito,
Tento mas não consigo
O sentimento vem quando lhe convém
E o que sinto por hora é tudo
Mas logo depois se torna nada
Um se passando pelo outro, fazendo palhaçadas
Em uma brincadeira não muito engraçada
Me vejo aberta e me vejo fechada
Meio termo, tudo e nada
Em uma mistura muito louca
Me vejo novamente embaralhada
E o acima vira (a)baixo
domingo, 15 de agosto de 2010
Amigos?
Olá, como vai?
Vamos ser amigos?
Sempre fui tão sozinha
Mas talvez precise de companhia
Talvez não seja assim tão independente
Queria ter alguém do meu lado
Alguém de verdade,
Não apenas palavras,
Promessas, elogios
Quero um amigo
Todos dizem
Todos falam,
E talvez, sintam também
Mas não me sinto segura
Ao lado de ninguém
Te peço, por favor
Me faça companhia
Prometo tentar
ser menos egoísta
Vamos ser amigos?
Sempre fui tão sozinha
Mas talvez precise de companhia
Talvez não seja assim tão independente
Queria ter alguém do meu lado
Alguém de verdade,
Não apenas palavras,
Promessas, elogios
Quero um amigo
Todos dizem
Todos falam,
E talvez, sintam também
Mas não me sinto segura
Ao lado de ninguém
Te peço, por favor
Me faça companhia
Prometo tentar
ser menos egoísta
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Mente agitada

Será que estou doente?
Ou também posso ser doente
Posso ser a doença
Posso não conseguir não ser assim
Tão... Doente.
Mas os sintomas não são tão aparentes
Talvez eu tenha uma nova psicose
Um desconforto incontrolável
Uma desmotivação arrasadora
E uma mente agitada
Não quero ser assim
Mas nem cogito ser de outro jeito
Não quero aceitar
Mas não quero ficar maluca
De tanto, tanto pensar
Será que tem salvação?
Algum dia vão descobrir a cura?
Parar uma consciência consciente
De uma menina
A beira da loucura
Sigo em frente
Sem ter pra onde
De cabeça erguida
Peito estofado
Nariz empinado
A estrada não tem fim
Muito menos um começo
Como eu vim parar aqui?
Como eu faço pra sair?
Tem alguém ai?
Ou também posso ser doente
Posso ser a doença
Posso não conseguir não ser assim
Tão... Doente.
Mas os sintomas não são tão aparentes
Talvez eu tenha uma nova psicose
Um desconforto incontrolável
Uma desmotivação arrasadora
E uma mente agitada
Não quero ser assim
Mas nem cogito ser de outro jeito
Não quero aceitar
Mas não quero ficar maluca
De tanto, tanto pensar
Será que tem salvação?
Algum dia vão descobrir a cura?
Parar uma consciência consciente
De uma menina
A beira da loucura
Sigo em frente
Sem ter pra onde
De cabeça erguida
Peito estofado
Nariz empinado
A estrada não tem fim
Muito menos um começo
Como eu vim parar aqui?
Como eu faço pra sair?
Tem alguém ai?
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Verdades expostas
Boa noite senhores
Hoje tenho o prazer de lhes apresentar
Uma pequena descoberta,
Me dei conta apenas está manhã
A memória dos peixes
É de 3 segundos
A dos elefantes
Vá saber quantos anos
As pessoas morrem
E não vão pra lugar nenhum
As pessoas nascem
E também não vão pra lugar nenhum
Todo mundo é inseguro
E por isso, todo mundo mente
Todo mundo que enxerga
Nunca vê a mesma coisa
As pessoas sentem
Mas sentimentos não existem
As pessoas tentam
Mas não compreendem
O sistema controla
Toda a sua liberdade
Consciência não é o dom
É a maldição do homem
Hoje tenho o prazer de lhes apresentar
Uma pequena descoberta,
Me dei conta apenas está manhã
A memória dos peixes
É de 3 segundos
A dos elefantes
Vá saber quantos anos
As pessoas morrem
E não vão pra lugar nenhum
As pessoas nascem
E também não vão pra lugar nenhum
Todo mundo é inseguro
E por isso, todo mundo mente
Todo mundo que enxerga
Nunca vê a mesma coisa
As pessoas sentem
Mas sentimentos não existem
As pessoas tentam
Mas não compreendem
O sistema controla
Toda a sua liberdade
Consciência não é o dom
É a maldição do homem
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Iracionais
Sempre penso que meus conselhos são tão bons, muito coerentes, racionais, e que eu gostaria de receber um destes. E é então que me deparo com as pessoas, principalmente as que eu os dou, elas não me parecem muito satisfeitas, mesmo com meu excelente conselho, que me pareceu tão prestativo. Mas no final das contas, não querem ouvir coisas lógicas, verdades, as pessoas gostam de ser iludidas, e eu ainda não entendi muito bem o sentido desse desejo.
domingo, 1 de agosto de 2010
Tentar compreender é suicídio social
"Então digamos que sou um pobre, sem futuro... E sobretudo penso demasiadamente, não consigo impedir-me de analisar e de tentar compreender como todo esse mercado funciona e caminha, e me deixa imensamente triste ver que não somos livres e que cada pensamento, cada ato livre se faz ao preço de um ferimento que não cicatriza nunca."
Como Me Tornei Estúpido, de Martin Page
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