3 amigos andavam pela cidade
Por suas 3 ruas mais famosas
E ao passarem na ultima delas
Na terceira esquerda entraram.
Acabando com 3 maços de cigarros
E 3 baseados
Logo na terceira badalada do relógio
Marcando 3 horas da tarde.
Famintos, os 3 garotos estavam
E na esquina, a 3 ruas da igreja,
Uma padaria havia,
Onde se esbanjaram de tanta comida.
Era Ano Novo,
Nenhum dos 3 sabia o que fazia
Fumando 3 maços por dia
E sem perceber foram acabando com suas vidas
Sem perceber
Fingiram que as regras não existiam,
Transaram com mais de 3 meninas seguidas
Bebiam 3 copos de whisky todo dia
E como já previsto,
3 meses depois, as 3 horas
Na terceira esquerda novamente entraram
Todos bêbados, fumados e cheirados
Sem mais ou menos
Uma garota os 3 estupraram
Um cara os 3 mataram
Uma velha os 3 roubaram
Não deu outra
3 dias depois
O mais novo se matou
O mais velho foi preso
E o do meio está sendo procurado
Uau, foram 3 anos de loucuras
Acabados em 3 dias.
Sugar Skull
dão a luz do útero para o túmulo, o dia brilha por um instante, volta a escurecer
Quem sou eu
- Beatriz Marinaro
- "você não tem direito de usar esse rosto. você não é aquele que pretende ser. vamos botar ordem nisso. vamos destacar de seus ossos a pele desse rosto, que você roubou." Conversas com Kafka, G. Janouch
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Desencaixada, ada ada
Às vezes eu me sinto meio desencaixada,
Como é um peixe fora d’água
Ou uma centopéia voadora
Às vezes me sinto meio desencaixada,
Meio fora de contexto...
Como é um alienígena em concerto
Desencaixada, desencaixada
Sinto que nada me pertence
Que é tudo tão abrangente
Às vezes me sinto meio desencaixada
Sem ter por que
E muito menos pra que
E por volta e meia gostaria de ter
4 braços e 2 siluetas,
3 dedões e 1 sombra e meia
Gostaria de ter algo
para justificar meu desconforto
Um físico mais que maluco,
Sempre me pareceu consolo
Seria tão evidente que não sou como os outros
Os questionamentos acabariam
As perguntas se quer existiriam
Como é um peixe fora d’água
Ou uma centopéia voadora
Às vezes me sinto meio desencaixada,
Meio fora de contexto...
Como é um alienígena em concerto
Desencaixada, desencaixada
Sinto que nada me pertence
Que é tudo tão abrangente
Às vezes me sinto meio desencaixada
Sem ter por que
E muito menos pra que
E por volta e meia gostaria de ter
4 braços e 2 siluetas,
3 dedões e 1 sombra e meia
Gostaria de ter algo
para justificar meu desconforto
Um físico mais que maluco,
Sempre me pareceu consolo
Seria tão evidente que não sou como os outros
Os questionamentos acabariam
As perguntas se quer existiriam
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Boa sorte
As pessoas mudam. Elas crescem, aprendem, desaprendem, se ferram, se fodem, se esculacham. Elas erram muito, mais muito mais que acertam, e é assim a vida. Uma seqüência de erros que, se tiver sorte, vai dar em um acerto.
E esse único acerto, que você pode batalhar toda a vida para conseguir, vai gerar mais milhões de ações, pensamentos, opiniões e contradições. Vão gerar vidas e acabar com vidas.
Particularmente, espero que suas escolhas, opções, caminhos e planos, gerem mais vidas do que destrua.
E esse único acerto, que você pode batalhar toda a vida para conseguir, vai gerar mais milhões de ações, pensamentos, opiniões e contradições. Vão gerar vidas e acabar com vidas.
Particularmente, espero que suas escolhas, opções, caminhos e planos, gerem mais vidas do que destrua.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Ah a vida...

Volta e meia me vejo em um canto isolado.
Me pergunto a cada segundo,
se me conheço ou se alguém me conhece.
Quem é você afinal?
Mais um lobo solitário?
Mais um louco perturbado?
Solitários somos todos
E quem pensa que não é
Mais ainda há de ser
Talvez seja o louco
Mas um louco solitário.
Penso em fugir pra fora daqui
Ah se existisse saída...
Correríamos contra o fluxo
Acompanhados um do outro
Ah se existisse companhia...
Correríamos na praia
Faríamos juramentos
Amaríamos um ao outro
Ah se eu amasse...
Problemas não existiriam
A paz tomaria conta
Ah se isso fosse verdade...
A vida seria um tédio
Sem bondade ou maldade.
Me pergunto a cada segundo,
se me conheço ou se alguém me conhece.
Quem é você afinal?
Mais um lobo solitário?
Mais um louco perturbado?
Solitários somos todos
E quem pensa que não é
Mais ainda há de ser
Talvez seja o louco
Mas um louco solitário.
Penso em fugir pra fora daqui
Ah se existisse saída...
Correríamos contra o fluxo
Acompanhados um do outro
Ah se existisse companhia...
Correríamos na praia
Faríamos juramentos
Amaríamos um ao outro
Ah se eu amasse...
Problemas não existiriam
A paz tomaria conta
Ah se isso fosse verdade...
A vida seria um tédio
Sem bondade ou maldade.
sábado, 21 de agosto de 2010
Brincadeira sem graça
Olá, como vai?
Eu vou bem, e você?
Ah eu vou
Vou onde me chamarem
e onde não me chamarem
Eu vou também
Vou bem e mal, vou meio termo
Eu vou, e é isso que importa
Tudo nunca estaria por todo bem
Como tudo poderia estar bem?
Tudo é tanta coisa
E tanta coisa ninguém tem
Do fim ao infinito, um meio termo
Que finjo que sinto,
Quando na verdade, só tento
Me sinto horas por todo mal
Mas volta e meia por todo bem
Mesmo que isso não exista
Tento e êxito,
Tento mas não consigo
O sentimento vem quando lhe convém
E o que sinto por hora é tudo
Mas logo depois se torna nada
Um se passando pelo outro, fazendo palhaçadas
Em uma brincadeira não muito engraçada
Me vejo aberta e me vejo fechada
Meio termo, tudo e nada
Em uma mistura muito louca
Me vejo novamente embaralhada
E o acima vira (a)baixo
Eu vou bem, e você?
Ah eu vou
Vou onde me chamarem
e onde não me chamarem
Eu vou também
Vou bem e mal, vou meio termo
Eu vou, e é isso que importa
Tudo nunca estaria por todo bem
Como tudo poderia estar bem?
Tudo é tanta coisa
E tanta coisa ninguém tem
Do fim ao infinito, um meio termo
Que finjo que sinto,
Quando na verdade, só tento
Me sinto horas por todo mal
Mas volta e meia por todo bem
Mesmo que isso não exista
Tento e êxito,
Tento mas não consigo
O sentimento vem quando lhe convém
E o que sinto por hora é tudo
Mas logo depois se torna nada
Um se passando pelo outro, fazendo palhaçadas
Em uma brincadeira não muito engraçada
Me vejo aberta e me vejo fechada
Meio termo, tudo e nada
Em uma mistura muito louca
Me vejo novamente embaralhada
E o acima vira (a)baixo
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