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"você não tem direito de usar esse rosto. você não é aquele que pretende ser. vamos botar ordem nisso. vamos destacar de seus ossos a pele desse rosto, que você roubou." Conversas com Kafka, G. Janouch

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Dia 3

3 amigos andavam pela cidade
Por suas 3 ruas mais famosas
E ao passarem na ultima delas
Na terceira esquerda entraram.

Acabando com 3 maços de cigarros
E 3 baseados
Logo na terceira badalada do relógio
Marcando 3 horas da tarde.

Famintos, os 3 garotos estavam
E na esquina, a 3 ruas da igreja,
Uma padaria havia,
Onde se esbanjaram de tanta comida.

Era Ano Novo,
Nenhum dos 3 sabia o que fazia
Fumando 3 maços por dia
E sem perceber foram acabando com suas vidas

Sem perceber
Fingiram que as regras não existiam,
Transaram com mais de 3 meninas seguidas
Bebiam 3 copos de whisky todo dia

E como já previsto,
3 meses depois, as 3 horas
Na terceira esquerda novamente entraram
Todos bêbados, fumados e cheirados

Sem mais ou menos
Uma garota os 3 estupraram
Um cara os 3 mataram
Uma velha os 3 roubaram

Não deu outra
3 dias depois
O mais novo se matou
O mais velho foi preso
E o do meio está sendo procurado

Uau, foram 3 anos de loucuras
Acabados em 3 dias.
E no clichê estão sempre as maiores verdades
Queira ou não queira
No meio de tanta besteira
As melhores idéias aparecerem

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Desencaixada, ada ada

Às vezes eu me sinto meio desencaixada,
Como é um peixe fora d’água
Ou uma centopéia voadora

Às vezes me sinto meio desencaixada,
Meio fora de contexto...
Como é um alienígena em concerto

Desencaixada, desencaixada
Sinto que nada me pertence
Que é tudo tão abrangente

Às vezes me sinto meio desencaixada
Sem ter por que
E muito menos pra que

E por volta e meia gostaria de ter
4 braços e 2 siluetas,
3 dedões e 1 sombra e meia

Gostaria de ter algo
para justificar meu desconforto
Um físico mais que maluco,
Sempre me pareceu consolo

Seria tão evidente que não sou como os outros
Os questionamentos acabariam
As perguntas se quer existiriam

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Boa sorte

As pessoas mudam. Elas crescem, aprendem, desaprendem, se ferram, se fodem, se esculacham. Elas erram muito, mais muito mais que acertam, e é assim a vida. Uma seqüência de erros que, se tiver sorte, vai dar em um acerto.
E esse único acerto, que você pode batalhar toda a vida para conseguir, vai gerar mais milhões de ações, pensamentos, opiniões e contradições. Vão gerar vidas e acabar com vidas.
Particularmente, espero que suas escolhas, opções, caminhos e planos, gerem mais vidas do que destrua.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Ah a vida...


Volta e meia me vejo em um canto isolado.
Me pergunto a cada segundo,
se me conheço ou se alguém me conhece.

Quem é você afinal?
Mais um lobo solitário?
Mais um louco perturbado?

Solitários somos todos
E quem pensa que não é
Mais ainda há de ser

Talvez seja o louco
Mas um louco solitário.
Penso em fugir pra fora daqui

Ah se existisse saída...
Correríamos contra o fluxo
Acompanhados um do outro
Ah se existisse companhia...

Correríamos na praia
Faríamos juramentos
Amaríamos um ao outro
Ah se eu amasse...

Problemas não existiriam
A paz tomaria conta
Ah se isso fosse verdade...

A vida seria um tédio
Sem bondade ou maldade.

sábado, 21 de agosto de 2010


Brincadeira sem graça

Olá, como vai?
Eu vou bem, e você?
Ah eu vou

Vou onde me chamarem
e onde não me chamarem
Eu vou também

Vou bem e mal, vou meio termo
Eu vou, e é isso que importa
Tudo nunca estaria por todo bem

Como tudo poderia estar bem?
Tudo é tanta coisa
E tanta coisa ninguém tem

Do fim ao infinito, um meio termo
Que finjo que sinto,
Quando na verdade, só tento

Me sinto horas por todo mal
Mas volta e meia por todo bem
Mesmo que isso não exista

Tento e êxito,
Tento mas não consigo
O sentimento vem quando lhe convém

E o que sinto por hora é tudo
Mas logo depois se torna nada
Um se passando pelo outro, fazendo palhaçadas

Em uma brincadeira não muito engraçada
Me vejo aberta e me vejo fechada
Meio termo, tudo e nada

Em uma mistura muito louca
Me vejo novamente embaralhada
E o acima vira (a)baixo